Concurso Nacional de Leitura 2º e 3º ciclos-Inscrições e Calendarização


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Juntos aprendemos mais.
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Bibliotecas Escolares AlcocheteEnviamos o cartaz do desafio de novembro do Entrelinhas. Os vencedores do desafio de outubro já estão no nosso blog https://leituraescritacriatividade.blogspot.com/.
Muito obrigada, em nome da equipa EntreLinhas!!
Profª Joana Silvestre

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"Vermelho no antigamente
Era um dia de inverno frio, gelado e transparente. Apenas se observavam pequenas linhas vermelhas traçadas no chão. Ao longe ouvia-se uma menina que ao caminhar dizia:
-Rosa rasgada murchando no chão
Beija o destino
Dizendo-lhe não.
-No tempo passado
Pingou a vermelho
O rasto deixado junto ao espelho.
-Espelho refletiu o tempo presente
Mas o passado
Ficou indiferente.
-Rosa vermelha ficou esquecida
Pois no presente
Perdeu a vida.
Se as pessoas ouvissem estas palavras não entenderiam ao certo o que significavam, mas para a jovem faziam sentido. Essa jovem era Helena que tinha a pele branquíssima, cabelo negro e olhos dourados. Caminhava descalça na neve e o frio entrava-lhe pelo sangue a dentro. Quanto mais andava mais os seus pés ficavam gelados e encarnados do frio que permanecia no exterior, até que chegou um ponto em que começaram a escorrer gotículas minúsculas de sangue que ficavam marcadas na neve.
Helena continuava como se nada fosse. Andava, andava e não parava de pronunciar a sua cantiga. Ninguém sabia o que queria dizer com o passado, com o presente e com a reflexão do espelho.
A pele branca de Helena começava a preencher-se de pequenos pontos vermelhos. Mesmo assim, Helena não parava de dizer a cantiga, por mais trémula e gelada a sua voz. Ao avançar, de repente Helena caiu e permaneceu estendida na neve gelada.
Desmaiou por instantes, mas depois recuperou a consciência. Sem muita energia, começou a gatinhar pela neve até chegar a um rio congelado. Olhou para o rio tocando-lhe com a sua mão e pronunciou novamente a cantiga.
Ao tocar no rio pediu-lhe:
-Rio, por favor reflete o teu espelho e mostra-me o passado.
Após emitir as suas palavras ao rio, este concedeu-lhe o pedido. Nas suas águas começaram a ficar projetadas imagens do mesmo espaço, mas no antigamente. O rio mostrava imagens de um bonito dia de inverno rodeado de várias rosas todas vermelhas. Junto delas caminhava Helena, mas no antigamente.
Ao ver estas imagens, Helena dizia com voz trémula e gelada:
-Quem me dera voltar ao passado! Era tudo tão diferente! Já nem se veem rosas vermelhas.
Helena levantou-se e voltou a caminhar. Estava ligeiramente triste, pois queria volta ao tempo passado. No passado Helena sentia-se melhor. Gostava muito de rosas. A partir delas conseguia sentir paz e calma, mas ao longo do tempo foram desaparecendo. A jovem deslocava-se e repetia:
-Rosa rasgada murchando no chão
Beija o destino
Dizendo-lhe não.
-No tempo passado
Pingou a vermelho
O rasto deixado junto ao espelho.
-Espelho refletiu o tempo presente
Mas o passado
Ficou indiferente.
-Rosa vermelha ficou esquecida
Pois no presente
Perdeu a vida.
Agora a cantiga fazia mais sentido. Helena pensava para dentro:
-Que posso eu fazer? Não posso voltar atrás. As minhas rosas desapareceram. Agora está um frio de rachar que até me faz deixar um rasto vermelho na neve.
Chorava, pois não conseguia conter a enorme tristeza. Triste e desesperada, sentou-se junto ao rio.
-Liberta-me que eu concretizo o teu maior desejo! – disse o rio num tom muito baixinho.
-Quem falou? – perguntou Helena.
-Fui eu, o rio para que olhas. -respondeu o rio.
Ao ouvir a voz do rio Helena ficou surpreendida. Começou a pensar como é que ele iria realizar o seu maior desejo e como é que o libertaria. Depois de algum tempo de reflexão, a jovem começou a andar por cima do rio congelado. O gelo começou a rachar, as águas começaram a correr e os pés de Helena ficavam cada vez mais roxos. Conseguiu libertá-lo.
-Obrigado por me libertares. – falou o rio pela última vez.
Na beira do rio surgiram sete rosas vermelhas, brilhantes e bonitas. Helena estava gelada, roxa e a escorrer sangue pelos pés. Tocou nas rosas e sentiu uma enorme felicidade. Sentiu-se viva, alegre e diferente. Mas o frio era enorme e não deixava Helena continuar.
Não aguentou o frio e acabou por ir para outro mundo. A jovem doce, simpática e discreta era agora uma rosa que brilhava mais do que todas as outras. Agora era mais feliz e mais viva, pois tornou-se no seu desejo."
Carolina Mar Felício Viegas
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Estes são os livros da BE da E.B. D. Manuel I, mais lidos do mês de outubro, todos eles com duas leituras. Já foram para tua casa?






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No dia 31 de outubro, o grupo de Espanhol e de E. Visual juntamente com os seus alunos, celebraram a famosa tradição mexicana, El Día de los Muertos, com esta atividade pretendeu-se aproximar a comunidade escolar desta efeméride.
El Día de los Muertos é uma tradição mexicana celebrada nos dias 1 e 2 de novembro, na qual se honra a memória dos mortos. Teve origem na mistura entre as comemorações católicas (Día de Todos os Santos) e os diversos costumes dos indígenas do México.
No âmbito da disciplina de Espanhol e de E. Visual, foi proposto aos alunos a elaboração de caveiras subordinadas a esta festividade. Os trabalhos dos alunos encontram-se expostos no placar da entrada principal e na Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Alcochete.
Obrigada aos alunos pela sua criatividade!



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